25 Setembro 2009 ~ Escrito por Raul Junqueiro ~ 1 Comentário

Está na Hora!

Longa tem sido a campanha eleitoral, preenchida de discursos, casos, comícios e arruadas.

Assistimos a uma campanha, das mais duras que tem havido, onde se verificou uma clara separação da esquerda e da direita do centro, e da esquerda moderada da esquerda radical, enquanto a direita esteve sempre bastante cautelosa no seu canto, não fosse algum prognóstico de última hora, dar uma vitória ao PSD e assim o CDS lá continuou o seu caminho natural e já conhecido, de arruadas por feiras e mercados….

Francisco Louçã e o BE sempre empenhados em derrotar o seu maior inimigo, o Partido Socialista!

Para Louçã, José Sócrates representa tudo o que está mal na sociedade portuguesa, apenas e só, porque José Sócrates tem a coragem de apresentar propostas reais para o país, algo que é inconcebível para o BE.

O BE é um partido onde tudo se diz e onde tudo é possível, mas tudo consubstanciado numa doutrina irresponsável de políticas inconsequentes, sem nenhuma visão real e efectivamente boa para Portugal!

 

O partido comunista partiu para esta campanha, no mesmo registo de sempre, embora cada vez mais conservador e domesticado, á espera da força da onda e assim, com um olho aberto e outro fechado, a sentir um ligeiro “chega para lá” do Bloco de esquerda, mas sempre de cara séria a visualizar uma eventual coligação com o PS.

Este PCP acaba mais uma vez por se perceber, como um partido sem chama, mas cujo principal problema será o de não se ter modernizado, não que modernizar seja uma forma irresponsável de dizer as coisas, mas quanto mais não seja, vejo um PCP que não acompanha este século XXI, com todos os novos paradigmas subjacentes….

 

O PPD/PSD comandado por Manuela Ferreira Leite quis comandar o discurso da verdade para Portugal, patenteando-o como seu!

Este partido, através da sua líder e dos seus acólitos, acabou por tirar a paixão que o PSD tanto queria nestas eleições. MFL fez o discurso do antigamente, cinzento e de propostas socioeconómicas de difícil percepção….até poderia inocentemente acreditar que algumas dessas propostas poderiam querer consolidar-se em algo claro para a governação de Portugal, mas como todos nós já reparámos, essas propostas caem em nada, pois não têm peso, ficando até com algumas duvidas, se efectivamente teríamos um sistema de saúde publico ou se viria a ser privado.

O PSD resume-se nestas eleições á velha ideia do “Olha para o que eu digo, mas não olhes para o que eu faço”.

 

O CDS manteve nesta campanha o mesmo registo que tinha vindo a demonstrar nas últimas eleições, tanto nas suas acções no terreno, como nas suas propostas políticas, apresentando-se como o partido da justiça social e o único partido defensor das micro, pequenas e médias empresas. Para dar dois pequenos exemplos é preciso relembrar que a justiça social do código do trabalho de Bagão Félix deixou a desejar até ter sido rectificada em 2007 e quanto ás micro, pequenas e médias empresas é preciso perceber que a estratégia de contratação de recursos humanos não é de todo clara na forma como o CDS aborda a questão, ou seja, porque lado surge o estimulo económico!

 

O CDS teve nestas eleições duas estratégias bem claras.

A primeira que situava o CDS, como um partido á procura de ir buscar o suficiente, para se aguentar, ou seja, alertando sempre que as sondagens nunca dizem a realidade da expressão deste partido no eleitorado e entre feiras e mercados, Paulo Portas lá ia á espera de uma eventual coligação com o PSD.

No entanto, a segunda estratégia, surge com o mau desempenho da campanha de Manuela Ferreira Leite, agora também carregada de casos e de compadrios mal intencionados, que fazem da ideia de Democracia um verdadeiro barco á deriva, onde o timoneiro espera que o vento sopre outra vez e com alguma sorte e corrente lá chegará ao seu destino.

Com este cenário o CDS só pode mostrar Paulo Portas como candidato a primeiro-ministro e não como um falso Robin dos Bosques Português.

 

O Partido Socialista demonstrou garra e luta nestas eleições.

José Sócrates a meu ver faz a campanha mais pessoal de sempre, com a maior segurança de sempre, ou seja, demonstrando claramente que sabe qual o caminho a seguir e as dificuldades a ultrapassar, com a consciência clara de que tudo fez para o melhor de Portugal!

Foi no seu timbre a confiança nas suas propostas e compromissos, com um olhar para um futuro onde os jovens, a educação, a energia e as tecnologias, são variáveis entre outras de sustentabilidade para o País!

Porque compromissos claros como: Estender a escola obrigatória até ao ensino secundário com bolsas de estudo; Continuar e reforçar as novas oportunidades e o ensino profissional;Reforçar os recursos das escolas com o plano tecnológico da educação; Duplicar a capacidade da rede de cuidados continuados reforçando o apoio ao SNS aos idosos; Duplicar o número de creches com horário alargado; Criar um novo apoio público para reduzir o risco de pobreza entre as famílias trabalhadoras com filho; Mais jovens nos programas inov, mais bolsas erasmus e mais estágios na administração pública; fazem deste partido socialista pelo seu líder José Sócrates os agentes da dinamização socioeconómica de Portugal

 

Nos meus tempos de dirigente associativo em Aveiro, ouvi uma vez uma frase de um colega, a propósito da elevada taxa de abstenção nas eleições em Portugal e como isso fazia também com que os Portugueses, cada vez mais, se abstivessem de intervenção social. Assim era a frase: “Parece que às vezes precisamos de 15 dias de ditadura e outros 15 dias de democracia”, para realmente darmos o valor á nossa opinião, porque sem dúvida, esta traduz-se num voto e esse voto num governo e esse governo, através das suas propostas constrói o nosso Portugal!

 

E também porque eu quero acordar sempre no século XXI, numa sociedade de dinamismo, eu no próximo dia 27 vou votar no Partido Socialista!

Uma Resposta a “Está na Hora!”

  1. josejunqueiro 27 Setembro 2009 at 06:20 Permalink

    Sem propostas realistas a oposição passou, de facto, o seu tempo a atacar o PS. Compreen-se à direita, mas não se compreede à esquerda. Afinal o BE e PCP preferem a vitória de MFLeite à do PS.O país, para estas esquerdas radicais estará semprebem 2º lugar. Os jovens não vivem de ilusões, mas de propostas concretas que apenas o PS demonstrou ter.


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