27 De Setembro: Juízo final ou Opção de futuro.

27 De Setembro: Juízo final ou Opção de futuro.
Durante os últimos anos critiquei ferozmente muitas das opções propugnadas pelo executivo de José Sócrates. Critiquei políticas, opções, estratégias e a atitude do executivo, em geral, e dos responsáveis do Ensino Superior, em particular.
Não padecendo (felizmente) de amnésia eleitoral (e muito menos de amnésia eleitoralista), quero salientar, desde logo, que continuo convicto da bondade de muitas das perspectivas que, juntamente com muitos, preconizei: da importância do investimento na formação (e formação superior dos Portugueses), da defesa da igualdade no acesso à educação, enquanto promotor de uma sociedade progressista, e ainda da importância de uma aproximação real, e não meramente cosmética, de Portugal à Europa do conhecimento e do saber.
Estou também do lado daqueles que entendem que, por diversas vezes, quer José Sócrates, quer os seus Ministérios erraram. Ademais, concedo que a atitude governativa gerou, algumas vezes, uma evitável crispação social.
Face ao exposto, muitos concluirão de imediato e de forma lógico-subsuntiva: (i) O PS esteve no Governo (ii) cometeu erros (iii) logo não merece (continuar a) Governar.
Ainda que o exercício ora empreendido seja meramente caricatural, a verdade é que este é o pensamento típico de muitos e, especialmente, de quem norteia o seu sentido de voto por um somatório de erros, de cobranças, de políticas menos conseguidas, de momentos menos felizes. Bem como é o pensamento característico daqueles que preferem somar os erros de quem faz, do que descortinar as ideias e os erros de quem critica, mas não faz; e sobretudo daqueles que criticam mas recusam, ab initio, qualquer predisposição para fazer.
Estou certo que muitos votarão pela negativa (para punir, para castigar, “votar contra”) e irão encarar o dia 27 como o dia do juízo final. Respeito, democraticamente, quem o faz.
Respeito, mas não enveredo por essa barricada. Por um lado, porque tenho como garantido que só não erra quem não faz. Por outro lado, porque na linha do que sempre fiz, o meu voto será um voto positivo: em função de políticas, de visões de mundo e de pessoas. Por fim, porque se tenho consciência da importância da representatividade parlamentar, tenho igualmente bem presente que nas eleições de 27 de Setembro está em causa sobretudo a formação do próximo Governo: um Governo Socialista ou um Governo do PSD.
Sei que dia 27 de Setembro é o primeiro dia dos próximos quatro anos da minha vida, da nossa vida. Ora tendo em conta que nos próximos quatro anos ultrapassarei a barreira dos 30 anos, estou bem consciente quer da importância da decisão colectiva do próximo domingo, quer da importância desta decisão no meu futuro individual, que certamente não se compadece com um País de instabilidade governativa e, muito menos, como tubo de ensaio da direita radical e medieval de Manuela Ferreira Leite.
Dia 28 quero acordar num País de modernidade e com olhos postos permanentemente no futuro. Quero acordar num País confiante: em si, nas suas potencialidades, mas sobretudo nas potencialidades do seu povo.
Face à crise actual, a memória obriga-nos também a embeber das lições do Passado e a aferir as consequências da desregulação irresponsável de sectores chave da sociedade (e da mão ou “mãos invisíveis”). A memória histórica deve remeter-nos ainda para a perigosidade do Estado Zero (que alguns ainda hoje invocam como elixir de virtualidades infindáveis) e para a importância de um Estado com uma participação activa e reguladora.
Acredito que esta é a hora de o Estado assumir as suas responsabilidades sociais e o combate às desigualdades económicas e sociais. Esta é a hora do Estado Social! E é também o momento de afirmar a Educação, a Justiça e a Saúde como pilares de um País que quer e urge Avançar!
Um País com objectivos, metas e desígnios, mas um País que não abdica de uma existência ética: exige de si próprio, dos seus cidadãos e sobretudo de quem exerce funções públicas uma actuação pautada ininterruptamente por valores e princípios imutáveis e não corrosíveis pelo desgaste do tempo ou pelo desempenho de diferentes funções.
Dia 27 voto Partido Socialista. Voto na esquerda moderada; na esquerda de valores e princípios; numa política de empreendedorismo e inovação; de novas tecnologias e energias renováveis. Dia 27 voto confiante na importância de um País que assume como prioridades a Educação, a Justiça e a Saúde. Acredito que os próximos 4 anos serão pautados não só por novas oportunidades, mas também pela demanda incessante de uma igualdade de oportunidades. Dia 27 voto num País mais justo, livre, fraterno e solidário.
Dia 27, juntos, faremos Avançar Viseu e Avançar Portugal!




É precisamente devido a teres (termos) sempre criticado no momento certo e no local correcto que existe a responsável de também agora decidir o que será melhor para Portugal.
É estranho estarmos num país em que a esuqerda comunista,não-capitalista,que impõe nacionalizações e pretende um novo modelo económico esquecendo a economia de mercado em que estamos inseridos.
Do outro lado temos partidos que se esqueceram que ainda em 2007 e 2008 defendiam o estado mínimo e a redução das funções do Estado.Mesmo no Ensino Superior cuidado com as propostas do PSD e a sua antiga máxima do “cheque-ensino”…
Vamos Avançar Portugal.